Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Garrano candidato a património nacional

Cinco instituições querem valorizar e preservar um dos mais antigos animais do mundo

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PEDRO ANTUNES PEREIRA
 

Uma candidatura para tornar o garrano património nacional vai ser formulada até ao fim do ano. Para além de valorizar um dos mais antigos animais do mundo, os promotores querem transformar o cavalo num símbolo do país.

Castanho, de perfil recto ou côncavo, com cerca de 1,35 metros e bastante resistente são as características peculiares que definem o garrano. Um animal com mais de 25 mil anos que está em vias de extinção. A Associação de Criadores de Garranos de Vieira do Minho (ACERG) e de Arcos de Valdevez, os respectivos municípios e a Associação Independente de Desenvolvimento Integrado de Alpiarça vão avançar com uma candidatura, junto do Ministério da Cultura, para evitar que o garrano desapareça.

Segundo o presidente da ACERG, João Paulo Ribeiro, nesta altura estão identificados e com o respectivo livro genealógico criado cerca de 1800 animais, nas serras da Cabreira (maioria) e do Gerês. No entanto, a idade avançada dos machos e os problemas de consanguinidade obrigam a que a procriação não seja feita com o ritmo desejado. Para se considerar uma raça livre de perigo, deveriam vaguear pelas duas serras, no mínimo, 2000 efectivos.

As fortes intempéries e o lobo que dizima metade da população desta espécie são os principais inimigos dos garranos. "Todo o trabalho de preservação e melhoramento da raça está feito, agora precisamos de criar uma funcionalidade para o animal", diz João Paulo Ribeiro avançando por isso, que uma das intenções da candidatura também é esta. "Dantes era usado no trabalho agrícola, agora começa a ser, lentamente, introduzido nas corridas de atrelagem com grande sucesso devido à sua resistência porque é um cavalo que não dá parte de fraco".

Para João Paulo Ribeiro, "se todo o trabalho de campo está feito é preciso agora colocar o garrano no lugar que merece". Uma das ideias é sugerir a todas as casas de turismo de habitação que usem garranos nas suas actividades; outra passa pela colocação, preferencialmente, deste cavalo nas aulas de iniciação à arte de montar porque "é preciso perder a vergonha e o preconceito de montar um cavalo pequeno".

A própria associação está a construir uma nova sede, na freguesia de Serradela, onde para além de um centro hípico, haverá um espaço de turismo de habitação, aulas de equitação e um museu. É aqui que a associação quer instalar, também, o centro nacional da raça garrana, objectivo que a candidatura a património nacional pode dar uma ajuda.

 

Fonte:  Jornal de Noticias

 

publicado por Ricardo C. às 18:10

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